Não posso deixar de fazer alguns comentários sobre o 17° COLE, do qual participei como congressista com comunicação e como monitora da exposição Memórias da Escola: em arquivos e imagens.
Logo no primeiro dia consegui fazer meu credenciamento rapidamente, apesar de haver muitas pessoas, na maioria mulheres.
A exposição transcrorreu bem, com poucos vistantes, mas que tinham suas histórias para contar sobre as escolas.
Quando retornei ao Ginásio (o ponto de encontro do evento) à tarde circulei pela feira do livro, que eu adoro. Com certo descontentamento notei que alguns stands vendiam aqueles livros infantis fininhos, de escrita e ilustrações ruins e as professoras lotavam a banquinha.
Existem professoras que compram qualquer porcaria pensando que por ser livro é bom. Ruim é constatar no primeiro dia do Congresso de Leitura que todo mundo diz que as pessoas lêem pouco, mas ninguém discute a qualidade desta leitura.
O discurso de que é preciso estimular a leitura e que todo mundo lê muito pouco é velho e me deixou cansada. Vamos pensar em como estimular esta leitura sem jogar toda a responsabilidade sobre a escola. Comecemos por oferecer bons livros.
Logo no primeiro dia consegui fazer meu credenciamento rapidamente, apesar de haver muitas pessoas, na maioria mulheres.
A exposição transcrorreu bem, com poucos vistantes, mas que tinham suas histórias para contar sobre as escolas.
Quando retornei ao Ginásio (o ponto de encontro do evento) à tarde circulei pela feira do livro, que eu adoro. Com certo descontentamento notei que alguns stands vendiam aqueles livros infantis fininhos, de escrita e ilustrações ruins e as professoras lotavam a banquinha.
Existem professoras que compram qualquer porcaria pensando que por ser livro é bom. Ruim é constatar no primeiro dia do Congresso de Leitura que todo mundo diz que as pessoas lêem pouco, mas ninguém discute a qualidade desta leitura.
O discurso de que é preciso estimular a leitura e que todo mundo lê muito pouco é velho e me deixou cansada. Vamos pensar em como estimular esta leitura sem jogar toda a responsabilidade sobre a escola. Comecemos por oferecer bons livros.

Um comentário:
Gostei da sua ideia de oferecer bons livros!
Por outro lado, acho que por mais tosco que um livro seja, talvez ele agrade a alguém, e talvez seja a tal da "porta de entrada para o maravilhoso mundo mágico da leitura".
Na verdade eu digo isso pensando em livros para crianças REALMENTE pequenas, aquele tipo de livro que nem muito sentido precisa ter, apenas umas figurinhas bonitinhas pra cativar a atenção do cidadão. Mas, se for pensar, até mesmo esses podem ter aquele "estudo pedagógico" por trás, pra fazer um negócio "instrutivo" e talz.
Mas agora é que eu lembrei que vc é contra o "tudo tem que ser pedagógico" :)... Então realmente eu acho que não entendi bem o que vc quis dizer com o seu post :)! Dps vc me explica melhor...
Mas deixa eu aproveitar o embalo e tirar o foco dos livros infantis: eu tb sempre ODIEI a ideia de que "se é livro, é bom", parece até slogan da Bayer...
Inclusive eu vivi mto bem minha vida até os 22 anos tendo lido pouquíssimos livros (uma média de menos de 1 por ano). Não só vivi bem como tb vivi bem informado e bem atualizado e bem inteligente tb, modéstia à parte :P... Claro, posso ter tido perdas até incalculáveis de cultura, conhecimento, sabedoria etc e talz, realmente acredito que eu poderia ter me "desenvolvido" mais lendo mais, e talz.
Mas o fato é que tem duas coisas:
1) Hoje em dia, livros não são, de longe, a única boa fonte de informação.
2) Nem sempre vc encontra o livro certo pra vc ler. Eu acho que, apesar de ter "perdido" mta coisa não tendo lido, eu realmente NÃO GOSTAVA de ler, e acho que, embora pedagogicamente inaceitável, essa filosofia é realista: tem gente que não gosta de ler. Ou que AINDA não gosta de ler. Talvez todo esse discurso de estimular a leitura seja justamente para essas pessoas que "gostam mas não sabem", ou que "ainda não gostam", como era o meu caso.
Agora, com o tanto de livro que tem por aí, realmente é difícil que alguém não goste de NADA mesmo. Talvez a pessoa só não tenha encontrado algo legal, de qualidade, como vc diz, e aí realmente eu endosso sua visão de que é bom atentar para a qualidade do que tem sido publicado por aí.
Bom, escrevi demais :).
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