Fiquei absolutamente encantada ao ler no jornal de duas semanas atrás que Ruth Rocha completa 40 anos de carreira literária com um fôlego inejável. Ela já publicou 130 obras voltadas para o público infantil e agora as reúne em uma só editora, a Salamandra. (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090530/not_imp379306,0.php)
A dedicação de Ruth Rocha ao seu público é notável e mostra o quanto a criança tem sido um alvo importante da literatura.
Mas muitas vezes a criança é só mais um alvo fácil de conseguir dinheiro com histórias ruins, sem toque literário. Mesmo que tenha conquistado seu lugar no catálogo das editoras, isso não significa que a literatura infantil seja boa e respeite o público ao qual se dedica. Tem muito livro infantil com acabamento precário e uma forma infantilizada de tratar o seu leitor, ao colocar os parcos textos em caixa alta e ilustrá-los com figuras padronizadas e sem graça ou leveza.
Não satisfeitas com o esvaziamento da literatura infantil, algumas editoras começam a relançar obras "adaptadas". O maior dos disparates do momento é a adaptação dos textos de Monteiro Lobato pela Editora Globo. As obras de Lobato que o consagraram são justamente aqueles para o público infantil e deveriam permanecer intactas, em respeito ao autor que deu novo rumo a este segmento literário. As editoras subestimam a capacidade da criança ao imaginar que ela não entenderia um português menos usual em nossos dias. O texto literário envolve e encanta pela sua beleza, marcante de uma época e que nos fornece inspiração para o tempo presente. Mesmo não entendendo tudo, a criança sempre terá a possibilidade de voltar aos livros e fazer novas leturas. Esse é o encantamento da literatura.
Alterações na obra de um autor com a suposta finalidade de "facilitar a leitura" me parecem um ato de violência contra um patrimônio da humanidade. Cabe a nós manter este legado e dar novos sentidos a ele...
A dedicação de Ruth Rocha ao seu público é notável e mostra o quanto a criança tem sido um alvo importante da literatura.
Mas muitas vezes a criança é só mais um alvo fácil de conseguir dinheiro com histórias ruins, sem toque literário. Mesmo que tenha conquistado seu lugar no catálogo das editoras, isso não significa que a literatura infantil seja boa e respeite o público ao qual se dedica. Tem muito livro infantil com acabamento precário e uma forma infantilizada de tratar o seu leitor, ao colocar os parcos textos em caixa alta e ilustrá-los com figuras padronizadas e sem graça ou leveza.
Não satisfeitas com o esvaziamento da literatura infantil, algumas editoras começam a relançar obras "adaptadas". O maior dos disparates do momento é a adaptação dos textos de Monteiro Lobato pela Editora Globo. As obras de Lobato que o consagraram são justamente aqueles para o público infantil e deveriam permanecer intactas, em respeito ao autor que deu novo rumo a este segmento literário. As editoras subestimam a capacidade da criança ao imaginar que ela não entenderia um português menos usual em nossos dias. O texto literário envolve e encanta pela sua beleza, marcante de uma época e que nos fornece inspiração para o tempo presente. Mesmo não entendendo tudo, a criança sempre terá a possibilidade de voltar aos livros e fazer novas leturas. Esse é o encantamento da literatura.
Alterações na obra de um autor com a suposta finalidade de "facilitar a leitura" me parecem um ato de violência contra um patrimônio da humanidade. Cabe a nós manter este legado e dar novos sentidos a ele...

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