Os contos de fadas são histórias que misturam o real com a fantasia em narrativas belíssimas contadas de geração para geração, seja pela via oral e, o que é muito comum hoje em dia, pela via escrita. A Disney pasteurizou várias destas histórias e, mesmo com a magia de marca registrada do Mickey Mouse, limpou alguns contos de sua beleza peculiar, nem sempre com passagens tão adoráveis... Assim, as irmãs da Cinderela se dão mal no final do desenho da Disney, mas ninguém mostra pássaros arrancando seus olhos, como é o registro de Charles Perrault.
Eu particularemente adoro estas narrativas que mexem com um mundo fabuloso e cheio de magia e que adquire diversas versões em diferentes lugares. Admiro o poder e a beleza destas narrativas faladas, que permanecem no imaginário da humanidade sob diferentes formas ao longo dos tempos.
Mas, entre personagens de contos de fadas famosos, a Branca de Neve é a que mais sofre. Afinal de contas, a pobrezinha é louvada por trabalhar como escrava para sete anões, limpando e cozinhando para eles, além de aturar seus maus modos à mesa e roncos orquestrais na hora de querer repousar.
Sua madrasta tentou livrá-la de uma encrenca ao oferecer aquela maçã enfeitiçada, mas não deu muito certo, já que a Branca foi acordada por um tal príncipe, com o qual precisou casar-se imediatamente, sem ao menos dançar uma valsinha. Além disso, precisou ser eternamente grata a um cara abusado o bastante para lhe dar um beijo enquanto dormia... Se ela foi feliz para sempre, eu lá duvido. Vida de rainha em castelo encantado não é tarefa para amador...

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