Pra variar, vou falar de um livro muito jóia que li no final do ano passado: chama-se Agnes Grey, de Anne Brontë. A obra é de uma das famosas irmãs Brontë, que escreveram no século XIX com pseudônimos masculinos.
Infelizmente a obra só existe em língua estrangeira e não foi publicada no Brasil. Eu li a edição da Penguin, em inglês.
A obra narra a trajetória de Agnes, filha mais nova de um clérigo que conta suas aventuras na tentativa de ser uma governanta de famílias abastadas. Ela passa por duas casa e lida com crianças consideradas terríveis, por sua falta de respeito e mau comportamento, tornando o trabalho da governanta, que é o de ensinar alguns rudimentos em música, desenho e línguas. A história que parecia tomar um rumo amargo para a narradora, que viva sozinha por não fazer parte do meio em que vivia, acaba enveredando pelos caminhos do amor, quando Agnes se apaixona, sem admiti-lo, pelo auxiliar do padre na igreja freqüentada pela família Murray, cujas filhas estavam sob a responsabilidade da moça. O moço parece muito dedicado às suas tarefas religiosas e bem mais convicto de sua fé do que o próprio padre, que se mostra tão esnobe quanto a população que freqüenta a igreja.
Quis o destino que o pai de Miss Grey falecesse e ela acabasse se mudando para um cidade litorânea com a mãe, na qual elas abriram uma escola. Assim a governanta se afasta de seu amado e permanece um ano longe dele, quando, por um acaso, eles se encontram na praia em uma linda manhã... O final acaba sendo muito feliz para Agnes, que sofreu muitro e pensava que sofreria ainda mais sem poder rever seu amado.
O romance é muito bem escrito, prendendo a atenção do leitor, em constante diálogo com a narradora, que fala diretamente com quem lê o livro, antecipando que irá contar e comentando o que vivenciou.
O início da história tem um tom um tanto trágico em alguns momentos, quando a protagonista relata seus tristes dias procurando disciplinar e aconselhar seus pupilos e sofrendo o desprezo dos pais, que acreditam que a culpa pelo comportamento dos filhos é dela. Um conflito/diálogo entre pais e educadores sobre a formação dos filhos que parece que é de longa data (e a gente só pensava que tinha piorado hoje). A doce Agnes nos conta o que seus alunos faziam para atormentá-la e para se divertirem, tirando a vida de aves e roedores das formas mais cruéis.
O romance é ótimo para mergulharmos nesta realidade do século XIX, levando-nos, certamente, a torcer por um final feliz para a governanta que passou por maus bocados, por mais careta que isso possa parecer. Anne Brontë, assim como suas irmãs, soube tramar bem o seu texto, levando-nos por belas paisagens e apresentando-nos aos tipos mais peculiares que o século XIX poderia nos apresentar (e que talvez não encontremos também no século XXI?).
Uma leitura que vale a pena e cruzou meu caminho em um momento tão oportuno...
Infelizmente a obra só existe em língua estrangeira e não foi publicada no Brasil. Eu li a edição da Penguin, em inglês.
A obra narra a trajetória de Agnes, filha mais nova de um clérigo que conta suas aventuras na tentativa de ser uma governanta de famílias abastadas. Ela passa por duas casa e lida com crianças consideradas terríveis, por sua falta de respeito e mau comportamento, tornando o trabalho da governanta, que é o de ensinar alguns rudimentos em música, desenho e línguas. A história que parecia tomar um rumo amargo para a narradora, que viva sozinha por não fazer parte do meio em que vivia, acaba enveredando pelos caminhos do amor, quando Agnes se apaixona, sem admiti-lo, pelo auxiliar do padre na igreja freqüentada pela família Murray, cujas filhas estavam sob a responsabilidade da moça. O moço parece muito dedicado às suas tarefas religiosas e bem mais convicto de sua fé do que o próprio padre, que se mostra tão esnobe quanto a população que freqüenta a igreja.
Quis o destino que o pai de Miss Grey falecesse e ela acabasse se mudando para um cidade litorânea com a mãe, na qual elas abriram uma escola. Assim a governanta se afasta de seu amado e permanece um ano longe dele, quando, por um acaso, eles se encontram na praia em uma linda manhã... O final acaba sendo muito feliz para Agnes, que sofreu muitro e pensava que sofreria ainda mais sem poder rever seu amado.
O romance é muito bem escrito, prendendo a atenção do leitor, em constante diálogo com a narradora, que fala diretamente com quem lê o livro, antecipando que irá contar e comentando o que vivenciou.
O início da história tem um tom um tanto trágico em alguns momentos, quando a protagonista relata seus tristes dias procurando disciplinar e aconselhar seus pupilos e sofrendo o desprezo dos pais, que acreditam que a culpa pelo comportamento dos filhos é dela. Um conflito/diálogo entre pais e educadores sobre a formação dos filhos que parece que é de longa data (e a gente só pensava que tinha piorado hoje). A doce Agnes nos conta o que seus alunos faziam para atormentá-la e para se divertirem, tirando a vida de aves e roedores das formas mais cruéis.
O romance é ótimo para mergulharmos nesta realidade do século XIX, levando-nos, certamente, a torcer por um final feliz para a governanta que passou por maus bocados, por mais careta que isso possa parecer. Anne Brontë, assim como suas irmãs, soube tramar bem o seu texto, levando-nos por belas paisagens e apresentando-nos aos tipos mais peculiares que o século XIX poderia nos apresentar (e que talvez não encontremos também no século XXI?).
Uma leitura que vale a pena e cruzou meu caminho em um momento tão oportuno...

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