Terminei de ler o livro Clarita da Pá virada, publicado originalmente em 1939 e que foi relançado pela editora Lacruce no ano passado.
Eu li a primeira edição - de 1945 - de Clarita no Colégio, no próprio Colégio, quando encontrei a obra em meio aos muitos documentos que eu estava organizando.
A Clarita é, na realidade, Maria Clarice Marinho Villac, que estudou no Colégio Progresso entre as décadas de 1910 e 1920. Ela conta sua vida no Colégio Progresso e o importante papel que Dona Emília teria representado em sua vida ao orientá-la pelo bom caminho e controlar seu gênio difícil, propenso às travessuras e confusões.
Eu tive bastante trabalho para descobrir quem Clarita seria na realidade, pois o livro trazia o pseudônimo da autora: Violeta Maria.
Tendo conhecido um pouco da vida de Clarita através de sua trajetória no Colégio, acabei querendo saber sobre o outro livro que ela publicara. Ano passado fiquei surpresa com a publicação do livro que consegui encontrar na biblioteca do Colégio Progresso, porém lá a edição é de 1982, uma reedição da obra conhecida e admirada por muitas gerações.
O livro é realmente interessante e tem uma linguagem envolvente. É interessante por trazer ao leitor a vida de uma menina no início do século XX, com suas brincadeiras e travessuras. Clarita nos mostra o universo de uma família com uma boa condição de vida. Tanto que a menina tem sempre bastante tempo para brincar com seus irmãos e tios, aprontando muitas coisas e dando trabalho aos adultos. Um universo diferente de Minha Vida de Menina (Cia das Letras), no qual Alice precisava ajudar nas tarefas de casa, sempre em meio às dificuldades financeiras.
Apesar deste universo tão encantador no qual Clarita se encontra, a infância que ela retrata não é sempre tão maravilhosa como parece ser. Clarita é vista como uma menina travessa demais, que só tem a preocupação de aprontar traquinagens com todos que a cercam e por este motivo mereceu alguns castigos e punições. Como menina, ela deveria se mostrar mais obediente e delicada.
Em Clarita no Colégio emerge essa mesma tônica no gênio difícil de Clarita, que precisa ser corrigido antes que ela se desvie. A escola aparece como um espaço necessariamente disciplinador, procurando "curar os males" que a família até então não tinha conseguido corrigir...
Apesar de mostrarem um universo infantil aparentemente ingênuo e encantador, são livros que merecem um estudo mais aprofundado, que permitam aguçar o nosso olhar.
Eu li a primeira edição - de 1945 - de Clarita no Colégio, no próprio Colégio, quando encontrei a obra em meio aos muitos documentos que eu estava organizando.
A Clarita é, na realidade, Maria Clarice Marinho Villac, que estudou no Colégio Progresso entre as décadas de 1910 e 1920. Ela conta sua vida no Colégio Progresso e o importante papel que Dona Emília teria representado em sua vida ao orientá-la pelo bom caminho e controlar seu gênio difícil, propenso às travessuras e confusões.
Eu tive bastante trabalho para descobrir quem Clarita seria na realidade, pois o livro trazia o pseudônimo da autora: Violeta Maria.
Tendo conhecido um pouco da vida de Clarita através de sua trajetória no Colégio, acabei querendo saber sobre o outro livro que ela publicara. Ano passado fiquei surpresa com a publicação do livro que consegui encontrar na biblioteca do Colégio Progresso, porém lá a edição é de 1982, uma reedição da obra conhecida e admirada por muitas gerações.
O livro é realmente interessante e tem uma linguagem envolvente. É interessante por trazer ao leitor a vida de uma menina no início do século XX, com suas brincadeiras e travessuras. Clarita nos mostra o universo de uma família com uma boa condição de vida. Tanto que a menina tem sempre bastante tempo para brincar com seus irmãos e tios, aprontando muitas coisas e dando trabalho aos adultos. Um universo diferente de Minha Vida de Menina (Cia das Letras), no qual Alice precisava ajudar nas tarefas de casa, sempre em meio às dificuldades financeiras.
Apesar deste universo tão encantador no qual Clarita se encontra, a infância que ela retrata não é sempre tão maravilhosa como parece ser. Clarita é vista como uma menina travessa demais, que só tem a preocupação de aprontar traquinagens com todos que a cercam e por este motivo mereceu alguns castigos e punições. Como menina, ela deveria se mostrar mais obediente e delicada.
Em Clarita no Colégio emerge essa mesma tônica no gênio difícil de Clarita, que precisa ser corrigido antes que ela se desvie. A escola aparece como um espaço necessariamente disciplinador, procurando "curar os males" que a família até então não tinha conseguido corrigir...
Apesar de mostrarem um universo infantil aparentemente ingênuo e encantador, são livros que merecem um estudo mais aprofundado, que permitam aguçar o nosso olhar.

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