quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Origens

Eu só fico falando do Colégio Progresso, do Colégio Progresso, mas, afinal, como fui parar nessa escola? Eu nem estudei nela! Como a louca aqui foi saber tanto da história de uma escola que de repente apareceu no caminho dela?
Pois bem. Eu estudei no Colégio Visconde de Porto Seguro, uma escola que também tem uma longa história e que fez parte da minha por 13 anos. Fiquei lá do jardim ao ensino médio só para não perder a língua alemã, que é a mesma de meus ancestrais...
Mas fui parar no Colégio Progresso e fui adentrando na história dele quase sem pedir licença... Mas precisei encaminhar um ofício para pedir autorização para pesquisar os documentos antigos...
O meu envolvimento com o Colégio Progresso começou mais ou menos no final de 2003, quando decidi fazer pesquisa na faculdade. Eu estava no segundo ano do curso de pedagogia da Unicamp e muita gente dizia que era ótimo fazer iniciação científica, pra saber como se faz pesquisa. Achei que não ia gostar muito, mas queria começar a pensar no trabalho de conclusão de curso e a iniciação científica me ajudaria.
Foi uma das melhores escolhas que fiz na vida! Encontrei a Carminha, minha orientadora, que acabou sugerindo de eu investigar o Colégio Progresso para fazer um levantamento e a organização de uma parte do acervo deles. A pesquisa serviria, então, para tentar saber mais sobre a realidade da escola e para organizar os documentos. Assim uma parte do acervo não se perderia mais.
Li sobre a história do Colégio Progresso e impliquei com o fato da escola ser laica e ganhar um aspecto religioso superforte com a Dona Emília de Paiva Meira. Decidi que ia pesquisar os materiais sobre o ensino religioso da escola e acabei descobrindo que a religião ia muito além da sala de aula...
Me incomoda muito essa questão de religião na escola. É como se não existisse outra forma de se discutir ética e moral...
E eu entrei na escola em 2004 no Colégio Progresso, que antes eu só conhecia pelos textos. Eu consegui uma bolsa de iniciação científica e comecei a fuçar na documentação que ficava na sacristia da capela do Colégio. Eu pegava os materiais e analisava em cima do altar! Uma visão muito celestial!
A escola acabou gostando do meu trabalho e a minha orientadora conseguiu financiamento para um projeto em 2005 para criar acervos escolares nas próprias instituições. Com isso foi possível iniciar a organização de todo o acervo do Colégio e não só o período que eu investiguei. E como eu tinha começado, eu fui ficando, ficando... até ser contratada! Logicamente que nas questões técnicas tenho o apoio da minha orientadora e do pessoal do Centro de Memória da Faculdade de Educação.
Não é fácil mergulhar de cabeça numa área diferente da nossa, mas garanto que é muito divertido!
E foi assim que eu acabei adentrando pela história do Colégio, me encantando com as coisas que eu descobria nos documentos.
No meu trabalho de conclusão de curso (na lista Arquivos e afins) vocês podem descobrir um pouco mais sobre o que eu pesquisei. Eu gostei muito de ter feito essa pesquisa, apesar da ansiedade na redação dos relatórios e do próprio texto da monografia. Foi uma ótima experiência pra mergulhar no mundo da pesquisa e entender mais sobre o passado da cidade de Campinas.
E eu que pensei que não ia gostar muito de pesquisa, acabei me encantando... É... C'est la vie!






Um comentário:

Roland disse...

Muito bom!
Exemplo de motivação profissional, científica e pessoal! Parabéns!


Snoopy

Rose is Rose, by Pat Brady; by Don Wimmer

Rose is Rose, by Pat Brady; by Don Wimmer