Acho que nesta página quero convencer todo mundo de que é importante preservarmos o passado, pois é por causa dele que aqui estamos, da forma em que estamos. E, como vou falar muito do lugar em que trabalho, acho bom vocês conhecerem um pouco sua longa história. É por causa disso também que tem tanto documento antigo que precisa ser guardado e conservado.
Eu já tinha dito antes que trabalho no Colégio Progresso Campineiro, na cidade de Campinas (SP). Este Colégio foi fundado por Orosimbo Maia, Artur Leite de Barros, Antonio Álvaro de Souza Camargo, Luiz de Campos Salles e Joaquim Álvaro de Souza Carmago em 1900. Naquele período o Brasil tinha proclamado sua República há pouco tempo (1889) e estava muito empolgado com a idéia. O grupo que fundou o Colégio Progresso estava cheio de esperanças e muito envolvido com a política local. Logicamente eles faziam parte da elite campineira, eram gente poderosa que tinha condições de criar uma escola para meninas.
Também vale destacar que a cidade de Campinas naquela época estava muito agitada, com os barões do café investindo na construção de casas e o comércio local se desenvolvendo. A cidade tinha teatros, cinemas, clubes culturais e tantos outros espaços para ver e ser visto, sem falar em poder discutir política e outras idéias.
Escolas também havia na cidade, tanto públicas (os grupos escolares), como privadas, para meninos e para meninas. Mas para as meninas da elite faltava uma instituição, porque o colégio mais próximo para elas ficava em Itu. Aí o Orosimbo Maia, que tinha três filhas, e seus colegas influentes, que também tinham filhas, sobrinhas e afilhadas, resolveram abrir um internato. Muito simples isso, não?
Pois abriram a escola numa chácara chamada Guanabara e que tinha como primeira diretora Dona Anna von Maleszewska, professora austríaca que estudara na França e na Alemanha. Ela tinha a formação européia que os brsileiros tanto gostavam, mas não ficou muito tempo no cargo. Saiu em 1902 e no lugar dela entrou Dona Emília de Paiva Meira, a diretora que marcou profundamente a trajetória do Colégio Progresso.
A história dela é muito interessante, mas eu acho que vou deixá-la para contar amanhã...
Até lá!

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